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A Freguesia de Vilar de Andorinho pertence ao Concelho de Vila Nova de
Gaia, Distrito do Porto, e detém uma localização geográfica
estrategicamente privilegiada, confinando com as Freguesias de Oliveira do
Douro, a Norte; Avintes, a Leste; Pedroso, a Sul; Canelas e Mafamude, a
Oeste. Além disso, estabelece fronteira com o centro da cidade,
interligando-se e complementando-se com ele quer a nível de serviços, quer
a nível de outros sectores de actividade.
Ocupando o seu território uma área de 16.350 km2, a sua inclinação
acentuada torna-a numa espécie de miradouro concelhio, nomeadamente no
cimo do Monte da Virgem, o ponto mais alto de Vila Nova de Gaia, o que lhe
confere uma posição de relativa altivez natural no seio do Concelho.
A origem etimológica do topónimo de uma localidade permite-nos
saber muito da sua história, sendo que no caso de Vilar de Andorinho
surgem-nos duas palavras distintas, com origens e explicações diferentes.
O termo “Vilar” terá surgido em 1058 e, à semelhança de muitos outros
locais denominados da mesma forma, refere-se a uma pequena povoação. Por
sua vez, a raiz de “Andorinho” não é consensual. Há quem seja da opinião
que este terá sido o cognome de um rico lavrador habitante da terra, mas,
na verdade, deverá ter aparecido apenas como forma de se distinguir esta
povoação da povoação vizinha designada “Vilar do Paraíso”. Este facto terá
ocorrido já no século XIV, uma vez que até aí, e sensivelmente desde o
século XI, esta região era conhecida por “Vilar de Febros” (“Vilar de
Feveros”). No entanto, a designação “Vilar de Andorinho” não é das mais
antigas, surgindo muitos outros topónimos na Freguesia que lhe são
anteriores. É o caso de “Mariz”, derivado de “Amalarici”, provavelmente o
mais antigo de todos, referente ao nome do proprietário destas terras, e
que poderá remontar ao século V ou VI. Já o topónimo “Balteiro” terá
raízes germânicas, enquanto que “Baiza” é de origem desconhecida. “São
Lourenço” diz respeito ao santo mártir. Quanto aos restantes lugares, é
certo que “Lijó” tem raízes medievais, sendo durante muito tempo conhecido
por “Alijó”; “Menesas” deriva possivelmente de uma viúva de algum Meneses
aqui radicado; “Giesta” deve reportar-se à abundância do respectivo
arbusto; “Moinhos” é também facilmente identificável; “Castêlo” é relativo
a um castro muito antigo que se situa no extremo de Lijó; e “Mata”, bem
mais recente, deve-se aos muitos pinheiros existentes neste ponto de
passagem para Avintes.
Quando se fala da história da Freguesia de Vilar de Andorinho, não
se pode apontar com exactidão nenhuma data inicial em concreto. Os primeiros documentos relativos à Freguesia remontam ao ano de 1072,
mas é muito provável que, muito antes disso, em épocas pré-históricas, o
local já fosse habitado. A testemunhar isso mesmo existem as mamoas da
Serpente e Lijó, que atestam uma vivência neolítica. As mamoas eram os
jazigos de tempos remotos, de cariz religioso, onde se depositavam os
cadáveres, juntamente com alguns alimentos e peças de cerâmica. O próprio
topónimo “Castêlo” e a referência a um castro - Castro do Guedes ou Baiza
- constituem uma valiosa prova da presença de povos nestas zonas, em
tempos longínquos, que, de acordo com os estudos realizados, deverão
rondar os séculos I a.C. e I d.C.. Este Castro, alvo de escavações
arqueológicas efectuadas em 1985, recebeu duas denominações possíveis uma
relacionada com o lugar onde foi descoberto (Castro de Baiza) e outra
relativa à família a quem terá pertencido (Castro do Guedes). Este
monumento castrejo estaria organizado segundo um sistema defensivo,
composto por três cinturas de muralhas pétreas concêntricas, a mais
interior atingindo por vezes três metros de espessura. Com estas muralhas
se articulariam diversas habitações também circulares, organizadas num
núcleo familiar em redor de um pátio central lajeado. Na sequência das
pesquisas levadas a cabo, ficou provado um pormenor curioso e que consiste
no facto de o Castro ter sido habitado durante 200 anos consecutivos, o
que contraria a tendência nómada da época.
Com maior rigor e precisão de datas encontram-se as primeiras
referências documentais à Freguesia, que, conforme já foi referido,
remontarão ao ano de 1072, altura em que surge a primeira alusão às
origens paroquiais de Vilar de Andorinho, as quais aparecem ligadas à
existência pré-nacional de um mosteiro de São Salvador, que teria sido
doado através do tal documento. Podemos encontrar a sua transcrição no
Catálogo dos Bispos do Porto, de D. Rodrigo da Cunha, Bispo do Porto, cuja
primeira edição data de 1623 «O Presbítero Rodrigo Tuulfes doa ao abade D.
Mendo e seus frades ‘et ad ipsius dictus Sanctos Salvador jam supradictum,
acisterio Villar’ com seus bens que possui aqui ‘in villa Villar inter
Uluvaria (Oliveira do Douro) et Ecclesiola discurrente rirulo Fevevos (rio
Febros) e noutras villas suas próprias de Sancta Eulália, Outeiro et
Villar, herdadas de seus pais e avós e tudo ‘Subtus Monte Grande,
território Portucalense discurrente ribulo Feveros». Por aqui se pode
constatar a independência de Vilar de Andorinho em relação a Pedroso,
estando ligada, isso sim, à Sé Portucalense.
Nova citação documental surge em 1103, aludindo a uma doação feita
à Sé de Coimbra, por um tal de Gonçalo, da parte que possuía no mosteiro
de Vilar «Mea ratione de monasterio de Villar de Mihievennit in portione e
de avorum meorum vel parentum». Nos anos seguintes, sucederam-se provas
similares, o que leva a concluir a existência de inúmeros herdeiros
ligados ao mosteiro. Numa delas, feita ao Bispo do Porto, D. Pedro Pitões,
em 1146, aparece pela primeira vez a denominação “Vilar de Febros”, a qual
se manteve pelo menos até 1309 «Eu Suares Gonçalves Sacerdote, juntamente
com meos irmãos assinamos este prazo, ou testamento, por nossas próprias
mãos, a vos dom Pedro, & à Igreja de Santa Maria da See do Porto. (...)
... monasterio Sancti Salvatoris de Villar de Feveros subtus monte Grande
discurrente flumine Durio inmare oceanum».Um facto preponderante na
história da Freguesia, e que é mencionado em muitos documentos de datas
diferentes, é a disputa acesa entre a Sé do Porto e o Mosteiro de Pedroso
pela posse deste padroado. Esta situação, levada até ao extremo, provocou
o assassinato do religioso Andorinho, por parte de Gonçalo Barriço, um dos
herdeiros da Igreja, acabando por estar na génese da designação definitiva
da Freguesia. A contenda só foi resolvida em 1256, por intervenção do
Bispo do Porto, D. Julião, que decidiu a favor do Mosteiro de Pedroso.
Mas, em 1496, muda novamente de mãos, agora por troca com a Igreja de São
João da Folhada, em Marco de Canaveses, realizada com o Mosteiro de Santa
Clara do Porto.
Em 1758, aquando do inquérito mandado fazer pelo Marquês
do Pombal, o Reitor António Aranha Leão declarava sobre Vilar de
Andorinho que «… fica na Província da Beira, e pertence ao Bispado do
Porto, Comarca da Feira, no Eclesiástico, termo da Cidade do Porto, e a
desta freguesia. (…) Tem cento e oitenta e oito vizinhos e tem
setecentos e quinze pessoas. (…)
Esta Igreja Paroquial está no meio dos lugares que tem esta freguesia, que
são oito Moinhos, Lijó, Balteiro, S. Lourenço, Serpente, Mariz, Baiza e
Vilar.»História da “Santa Gregória”.
No dia 28 de Dezembro de 1869, quando se foi
remover para a sepultura da Igreja Matriz uma grande quantidade de ossos,
encontrou-se bem no fundo um corpo incorrupto de uma mulher ainda jovem,
que causou nos intervenientes um forte impacto emocional. O insólito
causou tal alvoroço no povo local que, de imediato, se considerou um
verdadeiro milagre. A notícia correu por toda a parte e, em breve, muitas
pessoas começaram a afluir ao local para ver o corpo de alguém que se
apresentava com todas as características de santidade. Durante doze anos,
o corpo da jovem esteve exposto numa urna com tampa de vidro, no meio da
Igreja e, obviamente, os “milagres” cresceram, bem como o volume das
esmolas. No entanto, os zeladores dos bens da Igreja começaram a
desentender-se e, consequentemente, mandaram proceder ao enterramento da
“Santa”, no lado norte da Igreja. Em Junho de 1908, o Presidente da Junta
de Freguesia, António Manuel Mota, chamando a atenção dos colegas para a
inconveniência do mictório junto da entrada da sacristia, e uma vez que
aquele chão era considerado sagrado pelo povo da Freguesia (dado que ali
estava sepultada a “Santa Gregória”), pediu autorização para a trasladação
para o cemitério desses restos mortais. No entanto, aquando do movimento
colectivo de 1922, não se encontraram quaisquer sinais da presença do
corpo. |
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Manuel António de Sousa,
não se sabe quando nasceu nem quando faleceu este
mestre pedreiro, que construiu a Igreja e a Torre dos Clérigos.
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Avelino da Silva Monteiro,
nasceu a 17
de Outubro de 1896 e faleceu a 26 de Outubro de 1965. Filho de pequenos
industriais, depois de fazer a escolaridade primária, começou a estudar à
noite, na Escola Industrial e Comercial de Gaia. Esteve ao serviço do
Exército como segundo-sargento, mas dinâmico e dotado de forte
personalidade, cedo começa a dedicar-se à sua Freguesia. Foi Presidente da
Junta de Freguesia durante 23 anos (de 1937 a 1960),
numa altura em que o cargo não era remunerado. Os seus mandatos
coincidiram com o auge do Estado Salazarista. No entanto, fazia questão de
afirmar que não era salazarista, mas republicano, facto que veio a
provar-se quando não deixou que se desvirtuasse, como alguns pretendiam, o
resultado das eleições que deram, em Vilar de Andorinho, a vitória ao
General Humberto Delgado. Da mesma forma, teve de intervir várias vezes
para salvar alguns idealistas da Polícia Política e quando, na sua
condição de Presidente da Junta, era consultado pela PIDE acerca do porte
de algumas personalidades da terra, conseguia desviar as atenções,
informando da boa conduta dos seus conterrâneos. Após várias denúncias dos
seus adversários políticos, abandonou o cargo em 1960. Foi uma
personalidade polémica e, por vezes, inconveniente, mas a sua honestidade
e coerência assim o exigiam. Certo é que se dedicou apaixonadamente à sua
terra e às suas gentes. A sua actividade repartiu-se pelos mais variados
sectores foi um dos fundadores da Sociedade Columbófila e da Tuna Musical
“A Vencedora”; foi Presidente do Grémio dos Comerciantes de Gaia; foi
Presidente da Associação de Panificação de Gaia; foi Chefe do Posto do
Registo Civil; foi escriturário da Junta; foi Regedor da Freguesia; foi
Escrivão do Juiz de Paz; foi colaborador de vários jornais regionais; foi
professor primário (em regime de substituição); foi Conselheiro Municipal
e, finalmente, Presidente da Junta de Freguesia em 1977, o executivo
reconhecendo o seu mérito, atribuiu o seu nome a uma Rua do Lugar de Mariz.
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Escultor António Alves de Sousa,
nasceu a 9 de Janeiro de 1884, sendo o filho mais velho de uma numerosa
família, cujo pai era pedreiro e a mãe costureira. Frequentou a Escola
Primária de Mariz, mas nada se sabe sobre o seu percurso até ao ingresso
na Academia Portuense de Belas-Artes. Mais tarde, ganhou um concurso para
bolseiro que o levou até Paris. Em 1909, ganhou o concurso para o
“Monumento das Guerras Peninsulares”, a erigir na Rotunda da Boavista, no
Porto. Radicado em Paris, ali contraiu matrimónio com uma jovem francesa,
com quem teve dois filhos. Ficando viúvo em 1918, resolveu regressar à sua
terra natal e recuperar forças e estabilidade financeira, mas a vida em
Portugal era difícil. Faleceu a 5 de Março de 1922, quando tinha entre
mãos o “Monumento aos Mortos da Grande Guerra” a erguer em Flandres, na
França. Apesar do seu infortúnio, os seus conterrâneos não o esqueceram,
tendo o seu nome sido atribuído a uma rua da Freguesia. Para além disso, a
Junta de Freguesia ergueu um monumento em sua homenagem, de cuja execução
se encarregou o escultor Manuel Pereira da Silva.
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Joaquim dos Santos Guimarães, nasceu em 1875, no lugar da Mata, muito perto do rio Febros, quase na
fronteira com Avintes. Seus pais eram muito pobres, mas mesmo assim fez a
instrução primária e, nas horas vagas, levava o seu pequeno grupo de
ovelhas a pastar. No dia 24 de Junho de 1889, partiu para o Brasil, em
busca de melhor vida. Quando regressou pela primeira vez a Portugal, já
era senhor de uma considerável fortuna. Posteriormente, voltou para o
Brasil e nunca mais regressou, tendo falecido em 1942, aos 67 anos de
idade. Embora distante no Rio de Janeiro, este benemérito jamais esqueceu
a terra que o vira nascer e, portanto, foram muitos os donativos que fez a
Vilar de Andorinho, nomeadamente para as Escolas. O seu filho - Jorge
Guimarães - fez colocar uma lápide na pequena casa onde ele nascera e
movimentou a autarquia local para que se erguesse um monumento em
homenagem a quem tinha sido o maior benemérito da Freguesia.
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Fernando Maia,
nascido no lugar de Balteiro, a 6 de Junho de 1940, este laborioso
encenador tem servido o Teatro Amador com verdadeira dedicação. Filho de
gente simples e pobre, teve de procurar trabalho mal concluiu o exame do
2.º grau. Aos 18 anos, começou por receber lições de um mestre amador,
Emídio Fernandes, que abriu uma escola de iniciação teatral em Oliveira do
Douro. Mais tarde, aceitou o desafio de dirigir o corpo cénico da
colectividade vilarense Tuna Musical “A Vencedora”. Constantemente
solicitada a sua colaboração, dado o valor dos espectáculos por si
encenados, Fernando Maia vai depois chefiar o Grupo Cultural e Desportivo
dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Gaia. Também por solicitação
desta entidade, é incumbido de apresentar a peça de Jaime Cortesão, “O
Infante de Sagres”, integrada nas comemorações dos Descobrimentos, a qual
se estreou no Auditório da Junta de Freguesia de Oliveira do Douro,
passando depois para o Teatro Rivoli, no Porto.Foi, portanto,
importantíssimo o contributo que deu ao Teatro Amador através das inúmeras
peças que representou e encenou.
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Joaquim Marques Pinto, apenas era conhecido como elemento do corpo cénico do Grupo dos Modestos,
gostando de fazer os papéis de galã, onde ganhou certa evidência. Talvez
influenciado pela leitura de poetas portugueses de maior relevo,
manifestando mesmo o desejo de os declamar para o público local, sentiu
despertar dentro de si o culto da poesia. Apesar de não ser um poeta de
fina eleição, Joaquim Marques Pinto revela uma expressão de imagens
sugestivas e uma sequência natural de revolta interior. Publicou o seu
primeiro livro em 1987, com o título Primavera Invernosa.
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Salvador Fernandes Caetano,
é um exemplo típico do industrial em constante ascensão, honrando Vilar de
Andorinho, como um dos seus mais ilustres e valiosos filhos. Filho de
gente humilde, veio ao mundo no dia 2 de Abril de 1926. À semelhança dos
seus irmãos, logo que terminou a Escola Primária teve de arranjar um
emprego, tendo-se iniciado no ofício de pintor nas oficinas de carroçarias
de Castro Reis. Dominado pela ambição de ser alguém, começou a trabalhar
sozinho, reparando os autocarros da empresa de viação Gondomarense. Mais
tarde, resolveu estabelecer-se na indústria de carroçarias, juntamente com
seu irmão Alfredo e com Joaquim Martins. O que é certo é que, bem cedo, a
firma Martins, Caetano & Irmão começou a impor-se pela qualidade dos seus
serviços. A certa altura, a sociedade desfez-se e Salvador Caetano,
sozinho, conseguiu singrar, projectando a sua firma no mundo industrial
como uma potência em constante evolução.
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João Pinto,
nasceu no lugar de Mariz, a 21 de Novembro de 1961. Frequentou a Escola
Primária local e o Ciclo na Escola de Baiza, mas depressa se cansou dos
estudos para desenvolver a sua natural propensão para o Futebol.
Inscreveu-se nos Iniciados do Clube Futebol de Oliveira do Douro, mas logo
chamou a atenção dos responsáveis dos escalões inferiores do Futebol Clube
do Porto. O seu palmarés é notável e poucos são os atletas que se podem
vangloriar de tantos títulos conquistados Campeão Nacional de Iniciados,
Juvenis, duas vezes de Juniores e seis de Seniores; ganhou duas Taças de
Portugal e quatro Super taças Cândido de Oliveira; uma Taça dos Campeões
Europeus; uma Superava Europeia e um Campeonato do Mundo. Foi
Internacional de Juvenis, Juniores, Esperanças e 45 vezes pela Selecção A.
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Rui Jorge, nascido em Mariz, jogou no Futebol Clube do Porto, onde foi Campeão
Nacional. Actualmente, encontra-se ao serviço do Sporting Clube de
Portugal, onde também já se sagrou Campeão Nacional. É Internacional pela
Selecção A.
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António Sala,
nasceu no lugar de Mariz, a 14 de Janeiro de 1949. Enquanto estudava,
António Sala Mira Gomes fazia parte de grupos corais e bem depressa
manifestou propensões artísticas. Também a partir de 1960, passou a
demonstrar a sua vocação poética. Aos 16 anos, era já locutor da Rádio
Ribatejo, passando depois pelas Rádio Alfabeta, Rádio Universitário, Rádio
Clube Português, Emissores Associados de Lisboa, Rádio Difusão Portuguesa
e, finalmente, Rádio Renascença, onde o seu programa matinal, em parceria
com Olga Cardoso, fez muito sucesso. De entre as inúmeras canções que
compôs, destaca-se a intitulada “Zé brasileiro, português de Braga”, com
que concorreu ao Festival da Canção. Em conjunto com a sua esposa e mais
dois casais, formou o grupo Maranata, de raiz coralista, que ganhou o
Disco de Ouro com a “Quadragésima”, de Mozart. Para além da Rádio, também
passou pela Televisão com a rubrica “Música, Maestro” e com os programas
“Ou Vai ou Taxa”, “Figuete” e “Palavra Puxa Palavra”. Paralelamente,
António Sala também foi sendo solicitado para participar em espectáculos
musicais destinados às inúmeras colónias de emigrantes portugueses
espalhadas por todo o mundo.
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Carlos Dias de Almeida, nascido na Freguesia de Santo Ildefonso, no Porto, em 1898, integrou-se de
tal forma em Vilar de Andorinho que se converteu em filho adoptivo da
terra. Filho do conhecido médico de crianças, Dr. José Dias de Almeida,
patenteou sempre a sua vida pela generosidade e humor, as quais
conquistavam qualquer pessoa e fizeram com que fosse uma figura muito
querida da Freguesia. Em 1925, casou com Maria Efigénia Russel de Sousa,
passando a frequentar mais assiduamente a Quinta de Soeime. Destacou-se no
campo industrial, por ter reavivado uma empresa em extinção – a Litografia
Lusitana. Faleceu a 27 de Março de 1979.
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Comendador Inácio Alberto de Sousa,
viveu nesta Freguesia mais de trinta anos, com largos períodos de
permanência na sua Quinta de Soeime, que conheceu um período áureo nas
suas mãos. Industrial de litografia dos mais conceituados do País, levou a
qualidade dos trabalhos executados nas suas oficinas a um expoente máximo.
Educado segundo princípios rígidos, não era de fácil acesso, embora
revelasse uma educação delicada em todos os momentos. Monárquico de raiz,
o Comendador Inácio de Sousa também tinha sangue azul e a sua esposa, D.
Ângela Bandeira, tinha uma ascendência nobre longínqua. Este facto
permitiu-lhe conviver com o que havia de melhor na sociedade portuguesa.
Contribuiu apaixonadamente para iniciativas como o movimento para a
construção da residência paroquial ou o de “Assistência aos Pobres”. Foi
ainda um dos elementos mais preponderantes no arranque do turismo em
Miramar, planeando uma urbanização devidamente enquadrada no ambiente que
ainda hoje prevalece. Como homenagem, o seu nome foi atribuído à rua que
contorna a Quinta de Soeime, pelo lado Norte.
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Inácio Barros,
nasceu no Marco de
Canaveses, mas está radicado na Freguesia há meio século, sendo, por isso,
considerado um filho adoptivo. Depois de ter estudado, seguiu a carreira
das armas, que abandonou mais tarde, tendo-se revelado um excelente
preparador físico, chegando mesmo a tentar a carreira de treinador de
futebol, com a qual angariou algum sucesso. A sua faceta menos conhecida
era a de escrever poesia, tendo alguns dos seus poemas conhecido a luz da
imprensa através de um jornal regionalista.
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POPULAÇÃO
(DIVISÃO ETÁRIA)
- Crianças 21% Adolescentes 15% Adultos 56% Idosos 8%
NÚMERO
DE RESIDENTES - Cerca de 31.000 habitantes.
NÚMERO DE ELEITORES RECENSEADOS - Segundo os registos da Junta de
Freguesia de Vilar de Andorinho, estão recenseados 19.370 eleitores, mas
os cadernos eleitorais estão desactualizados, pois é necessário
contabilizar as transferências e as mortes.
Sectores Económicos -
As actividades que sempre predominaram em Vilar de Andorinho foram a
agricultura, a moagem e o lavar roupa para fora. Foi sempre assim durante
séculos, embora pudesse haver uma ou outra receita como, por exemplo, a
das pedreiras da Mata, de granito de alta qualidade, ou o fabrico de
colchões, cabos de guarda-chuvas e botões. Detentora de excelentes
terrenos para milho, vinho e legumes, esta Freguesia sempre viveu
absorvida pela vida campestre. Além do cultivo do milho e dos legumes,
havia outrora em Vilar de Andorinho um comércio rentável era a exportação
de cebola (que, por este motivo, faz parte do Brasão da Freguesia) e a
venda de gado para o matadouro ou para Inglaterra.
Meios de Acolhimento -
Para melhor receber os visitantes e curiosos turistas, esta Freguesia
dispõe de cafés e restaurantes.
Festas e
Romarias Na Freguesia
realizam-se festas em honra de:
- Senhora do Rosário.
- São Lourenço.
- Santos Populares Santo António, São João e São Pedro.
É tradição nesta Freguesia realizar-se a Festa/Feira das Cebolas, que teve
pela primeira vez lugar em 2002.
Danças e Cantares -
Fazem parte da memória dos mais velhos, os serões bem passados nas
desfolhadas e nas pequenas festas que se faziam em alguns lugares, muitas
vezes simples rifas destinadas a alegrar a juventude. Nestas alturas,
surgia a viola, o bombo, o cavaquinho, bem como o cantador ou a
cantadeira, e nada mais era necessário para toda a gente rodopiar ao som
do vira, do verdejar, da cana verde e do malhão.
Trajes Característicos -
De acordo com documentos antigos desta região, recuperaram-se os trajes de
lavradores ricos, moços do campo, lavadeiras e leiteiras.
Jogos e Brinquedos Tradicionais
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De acordo com as memórias dos mais velhos, fazem parte dos jogos
tradicionais o do arco, pião, malha, chinquilho, subida ao mastro, quebra
cântaro e corrida de sacos.
ARTESANATO -
Para não esquecer a manufactura do passado, permanecem vivas as artes de
marceneiro e torneiro, que funcionam em pequenas oficinas de carácter
doméstico. Existem também artesãos de mármores e calceteiros. A cascata de
S. João na Associação Cultural Desportiva S. João da Serra, é um exemplo
vivo de artesanato e de grande riqueza patrimonial
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